Lendo um dia desses um post maravilhoso no Super Ziper sobre ser crafter no mundo ligado pela internet acabei parando para pensar sobre um assunto semelhante… Nesse mundo onde todo mundo tem acesso a todo mundo, onde não se sai de casa sem celular, onde tudo é feito em escala industrial… onde fica o espaço para quem quer ser… única?
Customizar é preciso!
Não que eu queira me destacar no meia da multidão (pois pra isso é mais fácil sair sem roupas) ou que eu queira que me identifiquem com algum tipo de rótulo (eu lá tenho cara de pote de pepino?), mas ser exatamente como todo mundo não me agrada. E eu sei que não agrada muita gente.
É normal ver por aí aquele pessoal que se veste de outdoor e sai com grandes bolsas com a marca ridiculamente enorme estampada, ou com a marca no peito como um troféu, usando calçados às vezes até desconfortáveis mostrando que está usando o último lançamento da estação. Essas pessoas se afirmam assim, sendo iguais às outras.

Tênis customizado - encontrado no Flickr
Mas cada vez mais a gente percebe pessoas que se afirmam mostrando que não são necessariamente iguais às outras. Que seja por um tênis desenhado, por um desfiado na calça jeans feita por ela mesma. Qualquer coisa para mostrar que tem um pouco de você no que você usa já basta.
Eu faço bolsas de tecido, mas por falta de tempo divulgo pouco e prefiro não pegar muitos pedidos para não ter perigo de não dar conta de fazer, mas tenho uma grande amiga que diz estar até os olhos de pedidos com suas bolsas maravilhosas.
Sinal de que ser exclusivo está na moda.

Toy Art, encontrado no Flickr.
E o legal dessa nova leva de pessoas que querem ser mais exclusivas é que não estamos falando apenas de roupas. Uma tendência nova (ou nem tão nova assim) são os Toy Arts e Paper Toys, encontrados aos quilos pela internet. Pequenos bonecos todos desenhados bem com a cara de seus autores que decoram mesas de escritórios pelo mundo a fora, eles são a mania de pessoas que gostam de design e artes visuais.
Tá mas ficou contraditório agora, né? Se é moda, como vai ser original?
Opinião minha: Acho que em tempos de internet, rotular tendências é impossível. A gente vê pelo Flickr meninas as pencas colecionando Blythes, mas cadê elas no mundo real? Os encontros são marcados pela internet e com sorte se juntam 20 meninas em São Paulo, que é onde a maior concentração está. É moda, mas não se vê em todo lugar. A gente vê Toy Arts pela internet a fora fazem anos já, e eu que sou adepta desse mundo nem cheguei perto de um de verdade ainda.
Acho que no fim das contas, é praticamente impossível você ter/fazer/ser algo que alguém já não tenha pensado/feito/criado antes. (Apesar de que existe uma grande diferença entre ter a mesma idéia é fazer plágio, mas isso é outro assunto.)
Mas isso não torna “ser único” impossível. Afinal, aquele rasgão que você fez na sua calça jeans foi você que fez. Foi você que machucou o dedo com a lixa porque não sabia usar direito e que achou melhor não aumentar mais o buraco para não ficar com frio no joelho. Quem olha do fora vê mais uma calça jeans rasgada como tantas outras, mas você sabe que não. Ela é única, é sua, e faz parte de quem você é.

Customização da minha Blythe, o Antes e Depois.
Links do Post:
• Custon Vans
• Toy Art