Aleatoriedades

Coisas aleatórias que eu acabo achando legais!

Capa do livro - fotinho de Instagram, não reparem.

Amigos Inimigos

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Tem coisas que acontecem na vida que a gente simplesmente não explica. Você deve ter alguma experiência pela qual passou que, não adianta o quanto tente, não consegue passar para as pessoas qual é a sensação. É tipo “quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez”, sabe?

Hoje fui a Joinville/SC. É aqui pertinho de Blumenau. Fui à Feira do Livro para visitar o stand de uma amiga de longuíssima data minha, a Vanessa – ela está lá autografando o seu primeiro livro, “Amigos Inimigos”.

Capa do livro - fotinho de Instagram, não reparem.

Tudo bem, um livro de uma amiga. Daí você diz “não deve ser nada assim tão extraordinário, muita gente escreve muito livro por aí”.

Mas não é só uma amiga escrevendo só mais um livro. O livro Amigos Inimigos é um livro baseado na minha amizade com a Vanessa e nossos tempos de fanzineiras. Se você já navegou aqui pelo site já deve ter visto minha mini-série “Meu Melhor Amigo”. Tá tudo lá, junto com os fanzines da Vanessa.

Li o livro hoje a tarde, me senti com 16 anos e chorei no final.

Fiz essa rápida reprodução de um detalhe da história. ;)

Não é sempre que se é citado nos agradecimentos de um livro, nem que se volta à adolescência do jeito que a Vanessa me fez voltar hoje. Não é sempre que a gente descobre que fez alguma diferença na vida de alguém (principalmente se esse alguém FEZ toda a diferença na sua vida).

Eu e a Vanessa. (gente, como eu sou baixinha!)

Fica a dica para quem curte Shoujo-manga. ;)

 

Desenho feito por Ken Darnell, em 05/02/1974

Como ser um bom desenhista?

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Não é a primeira vez que toco nesse assunto aqui no blog, mas é um assunto que nunca cansa.

Galera que desenha tá acostumado a ouvir essas perguntas: “Nossa, você desenha tão bem, onde você aprendeu?” “Você fez curso?” “Faz uma boneca minha?” (ok, essa última acontece mais comigo por meu traço ser mais feminino).

Então esse post vai ser curtinho, mas com uma dica sensacional da autora Betty Edwards:

Você aprende a desenhar a partir do momento que aprende a enxergar.

Deixa eu explicar: Se eu chegar para você (aspirante a desenhista) e disser “filho(a), desenha um rosto aqui nesse papel, por favor?”, existem grandes chances de sair algo semelhante a isso:

Desenho feito por Ken Darnell, em 05/02/1974

Dois olhos, um nariz bem no meio, boca logo abaixo, formato do rosto, cabelos. É isso que você sabe sobre como um rosto deve ser, certo?

Bom, aí está o problema. Você não está desenhando um rosto como seus olhos vêem, e sim como seu cérebro se lembra.

Este desenhista que fez esse desenho acima, após fazer um curso com a autora do livro “Desenhando com o lado direito do cérebro” fez este desenho:

Tendo terminado o curso original, Ken fez este desenho cerca de um ano depois.

“Ah, mas isso é dom” você diz. Eu digo que é desapego. Ken se desapegou das suas memórias de como são as coisas e passou a olhá-las com mais atenção, e a reproduzir elas no papel, conforme via.

Claro, existe neste desenho uma ótima técnica de sombreamento com grafite, mas isso é coisa que se aprende naturalmente com tempo e treino.

“Mimimi, mas eu quero desenhar mangá! Não essas pessoas realistas!”. Primeiro entenda como as coisas são. Depois aprenda a distorcê-las! Desenhos estilizados em geral são exageros da realidade: se você não conhecer a realidade, vai exagerar como?!

Deu pra sacar?

Agora vamo lá gente, só desenha quem quer. Você pode adquirir o livro “Desenhando com o lado direito do cérebro” aqui ou aqui, ou pode até baixar uma versão antiga dele em PDF aqui (mas eu aconselho comprar, o livro é bom demais para ficar vendo na tela).

Bom treino!

Capa do livro

24 Horas na Esquina do Pecado e enchente em Blumenau

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Muita coisa aconteceu nesses últimos dias.

Hoje, 11 de setembro de 2011, enquanto muita gente relembra os atentados às Torres Gêmeas nos EUA, o pessoal aqui de Blumenau, minha cidade, limpa lama e separa o que sobrou da mais recente enchente.

O Rio Itajaí-Açú, que corta a cidade inteira, subiu 12,60 metros acima do seu leito normal. Parece que foi a enchente mais alta dos últimos 20 anos (sim, enchente por aqui é meio rotina já). Depois de passar 3 dias sem fornecimento de água e energia elétrica, ilhada no apartamento, eu começo a dar valor à coisas bem tolas da vida – até porque eu tive muita sorte, teve gente que perdeu tudo na água.

Esquina da Max Hering com a Alexandre Caetano, no Victor Konder Estacionamento da FURB na Max Hering A FURB, a passarela e o Obs, debaixo d'água
(fotos minhas. Clique para ampliar.)

Mas bola pra frente, né gente?

 

Mudando para um assunto mais interessante, semana passada recebi finalmente o primeiro livro da minha mãe.

Sim, bem isso, minha mãe, jornalista, perua, gatíssima, agora também escritora!! \o/

Daí, claro que a metida aqui fez a capa né?

Capa do livro  A gata metida e o livro

Ilustração da capa - Normalista do Dom Diogo de Souza

O livro “24 Horas na Esquina do Pecado” é um relato histórico dos acontecimentos que rodearam a Rua Adão Baino, esquina com Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre, na Zona Norte. A ilustração da capa é uma estudante do curso “normal” da Escola Dom Diogo de Souza, que fica na tal Esquina do Pecado do qual se refere o livro, nos anos 70.

O livro é uma publicação totalmente independente, por isso não tem como eu passar nenhum link de compra online, mas se alguém estiver interessado, pode mandar um e-mail direto para autora, Arlete Teixeira (minha mamis!) e conversar com ela. ;)

Uma boa semana a todos!

The Speech

The Speech

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Porque tem coisas que não dá pra deixar pra depois né?

 

The Speech

The Speech

Juro que eu vi essa cena acontecendo ontem depois do discurso. XD

Fashion Dolls

Fashion Dolls – bonecas de gente grande!

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Entrei nesse mundo não faz tanto tempo assim, mas quanto mais me aprofundo nele, mais descubro, e mais me dói o bolso.

Esse post vai ser apenas um explicativo geral para quem não conhece sobre o assunto.

Meninas, cuidado! se vocês tem um fraco por coisas fofas, românticas e pequenas, você é uma vítima em potencial de virar uma BONEQUEIRA!

Fashion Dolls

Blythe, Lati White, Lati Green e Lati Yellow

De onde veio isso tudo?

É culpa da Gina, briguem com ela.

No final dos anos 90, a fotógrafa Gina Garan resolveu pegar uma boneca que tinha dos anos 70 guardada e sair fotografando ela pelo mundo. A coisa viralizou e lá pelo começo dos anos 2000, uma empresa japonesa já tinha dado um jeito de se adonar dos direitos da tal boneca para voltar a produzí-la.

Blythe Rouge Noir Customizada

Blythe customizada por mim e pela customizadora Gisele Bianchini

Culpada nº1: as Blythes

A boneca em questão era uma Blythe. Lançada em 1970, teve uma péssima aceitação: As meninas da época não tinham sido criadas em um mundo cheio de anime e mangá para achar sua grande cabeça e grandes olhos que trocam de cor atraentes.

A blythe é hoje em dia produzida pela Takara, e conta com um novo lançamento por mês.

De bonecas stock (originais, do jeito que sairam da caixa) à bonecas customizadas (por donas criativas ou reconhecidíssimos artistas especializados no assunto), as blythes dominaram a mente de milhares de mulheres pelo mundo, transformando bonecas em um enorme mercado em potencial para acessórios, roupinhas, sapatos, perucas e etc.

Pullip

Pullip da MaluPink

Pullips, as lindas primas

Com a grande popularização das blythes, é claro que o mercado iria perceber que outras bonecas também poderiam ser aceitas.

Não poderiam estar mais certos.

As Pullips são bonecas mais esguias e altas, com articulações pelo corpo todo que permitem mais opções para a maior diversão de toda bonequeira: as fotos.

Elas tem um rosto mais no estilo Shoujo manga (mangá de menina), com maquiagem mais delicada e minuciosa já de fábrica. Existe uma família da linha Pullip, que conta com bonecos meninos (os Taeyangs) e bonecas um pouco menores (as Dals, que é pra ser a irmã mais nova da Pullip).

Dal Pullip

Lati white

Lati White da Ludmila

As terríveis BJDs

Com o mercado de bonequeiras enlouquecido, novas empresas com novas propostas foram pipocando por todos os lados. Uma que veio com toda força foram as BJDs (ball jointed Dolls, no caso, bonecas com juntas de “bola”), que não são assim tão novas, mas definitivamente ganharam mais espaço agora.

Das BJDs, as mais populares atualmente são as Latis. Com rosto muito mais realista e maquiagem delicada, essas bonecas arrancam suspiros pelo Flickr com suas coisas miudinhas, roupinhas miudinhas, mãozinhas e olhinhos miudinhos. É tudo tão miudinhamente adorável que chega a retardar quem olha! Sério!

Você pode saber mais sobre as BJDs neste blog da Fabi, em português. :)

Ainnn, quero uma, #Comofas?

bom, para começar, esteja preparada para desembolsar uma boa quantia por qualquer uma dessas coisas fofas (as Pullips mais baratas não saem por menos de R$200, algumas Blythes ficam em torno dos R$500 e as Latis, aqui no Brasil, só a partir de R$600). Oficialmente você não consegue comprar nenhuma aqui no Brasil, a menos que encomende de alguma pessoa que possa mandar vir para você. Vamos à algumas opções:

No Brasil:

  • http://www.ichigo-toys.com.br/
    A Sabrina “Satatinha” da Ichigo Toys tem, às vezes, bonecas disponíveis em sua lojinha online. Você também pode encomendar com ela alguma em especial. Comprei minha primeira Pullip com ela, todo o processo foi muito rápido e tranquilo. :)
  • http://pullip.com.br/
    No Blog Pullip.com.br vc encontra todas as informações sobre as Pullips (e família) e de quebra ainda algumas informações de onde adquirir a sua.
  • http://www.blythe.com.br/
    Esse é o blog da Ana Monteiro. É um ótimo lugar para comprar bonecas usadas. Algumas ficam disponíveis no canal aberto dela, mas se você entrar em contato, ela pode ter alguma outra oferta para passar.
  • http://weloveblythe.com.br/
    O Blog We Love Blythe é muito rico de informações sobre Blythes (você pode, inclusive, escolher lá o modelo que mais gosta, a listagem delas é completíssima!) e sempre tem ofertas de vendas de bonecas.
  • http://www.flickr.com
    Obviamente, o Flickr não é um site de vendas, é um site de fotos, mas é lá que você vai encontrar muitos grupos de “adoção” de bonecas onde pode adquirir a sua direto com alguma bonequeira. Caso escolha por esse caminho, aconselho se informar com outras meninas antes a respeito da reputação da pessoa, pois andei presenciando alguns problemas bem sérios com vendas que não deram certo por lá…

No exterior:

  • http://www.ebay.com/
    As melhores ofertas de boneca definitivamente estão aqui. Você vai precisar de um cartão de crédito internacional e uma conta no PayPal para comprar lá. E um pouco de paciência também, pois nem sempre vai ter o que você procura. Funciona como o Mercado Livre aqui no Brasil, a diferença é que o Ebay oferece muito mais segurança, tanto para quem compra como para quem vende.
  • http://latidoll.com/
    Para comprar uma Lati nova direto com a empresa que produz. A loja fica longas temporadas sem estoque, daí de repente repõe os estoques, e num estantinho eles se vão. Tem que ficar visitando com frequência para ver quando a loja vai “abrir” de novo.
  • http://www.thisisblythe.com/shop/
    Para comprar direto com a Gina Garan. As bonecas são novas, mas nem sempre tem muitas opções.

Créditos:

 

Kindle, da Amazon

Kindle? Sério!?

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Sério.

Já vi em vários blogs, já vi várias pessoas falando sobre o assunto. Queria deixar minha opinião registrada aqui sobre o assunto. Então vamos lá:

Para quem não sabe, o Kindle é o leitor de livros digital da Amazon. Como ele, existem vários outros de outras marcas, inclusive o Alpha, leitor da Positivo, brasileiro, à venda em várias lojas virtuais no brasil. Mas vou falar do Kindle porque é esse que eu tenho (ganhei de Natal do maridon)

Kindle, da Amazon

Kindle, da Amazon

Os comentários que rolam pela internet (e fora dela) são no estilo “mas pra que comprar o Kindle? Ele é preto e branco, tosco, não tem como ver videos e nem instalar coisas! Meu, compra um Ipad que é muito mais massa!”

Na minha humilde opinião, é a mesma coisa que dizer “Pra que comprar um sapato? Compre uma lasanha!”

Percebe? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

O Kindle (e os outros leitores) tem tela com e-ink, uma tecnologia nova que não brilha (ou seja, você tem que ler com a luz acesa) que poupa seus olhos de iluminação desnecessária quando estiver lendo por muito tempo. A idéia é ser um substituto mais leve (e que ocupa bem menos espaço) que os seus livros de papel. Você pode comprar livros direto nele, via wi-fi ou 3g, e começar a ler imediatamente.

Zoom no Kindle e no iPad

Zoom microscópico em um Kindle e em um iPad

O iPad é um gadget fabuloso, com possibilidades incríveis para jogos, revistas, animações, audio e video. Tão simples e intuitivo que bebês que nem sabem falar conseguem usar. Ele torna a experiência de ler uma revista digital absolutamente fantástica, com movimento, videos e sons. É sensacional!

Mas, perceba, que o iPad não veio para substituir o Kindle. Eles não competem. Pergunte para qualquer pessoa que goste de ler se ela trocaria o seu livro de papel (com sua individualidade, seu espaço para a criatividade e interpretação do que o autor nos conta) por um filme. As pessoas que responderem “SIM!” são o público do iPad. As pessoas que responderem “Não!” são o público do Kindle.

E, bem, as pessoas que disserem que gostam tanto dos livros como dos filmes, provavelmente iam curtir ter os dois. ;)

Simples assim.

Imagens retiradas deste post da MacMagazine sobre os dois, e desta matéria da Exame.

Ah, sim, aproveitando, o último post com wallpapers para iPhone foi um sucesso, e me pediram para fazer wallpapers para iPad também. Estou correndo com as coisas do Vizinho Novo, meu novo blog, daí fiquei meio sem tempo, mas logo farei e psotarei aqui, ok?


Atualização: A Bia Kunze (Garota sem fio) postou esses dias uma declaração de amor ao Kindle que eu não tinha visto. Preciso citar aqui um pedacinho:

Minha recomendação hoje em dia são tablets somente para o leitor eventual, ou para obras técnicas e de consulta. Eles servem para quem quer algo que se aproxime mais de um computador que, entre várias outras tarefas, exibe livros. Para aqueles que estão sempre lendo alguma coisa, uma após a outra, um dispositivo dedicado é a escolha perfeita.

Veja o post completo dela neste link.

teddyband

Wallpapers para iPhone

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Que trendy que eu sou hein?

Como estou com um iPhone agora, achei que seria legal colocar algum desenho de papel de parede na telinha inicial. E já que eu ia fazer, pq não compartilhar né?

Então, aí estão alguns desenhos já no formato de tela de retina (iPhone 4) para você baixar e usar no seu!

Eu fiz na resolução de tela retina, mas funciona bem com modelos anteriores (meu caso). Se você não sabe mudar as imagens de fundo, tem um tutorial aqui.

Enjoy!

Quem quer ser desenhista?

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Nas minhas leituras sobre desenho e com uma pitadinha de avaliação pessoal, cheguei a uma conclusão sobre o que faz de uma pessoa um bom desenhista.

Para ser um bom desenhista, a pessoa precisa de três pontos principais:

1 – Enxergar o mundo com olhos de desenhista.
Bonito isso né? O que eu quero dizer não é que o desenhista é louco das idéias, vive chapado e vê o mundo diferente. Acontece que quando alguém olha para o rsoto de uma pessoa, ela vê olhos, nariz, boca e cabelo. O Desenhista não. Ele vê contornos arredondados que se contrastam entre tons escuros e claros, texturas e linhas.

Percebe a diferença? O desenhista estuda a vida toda para aprender que não deve enxergar as COISAS, e sim as cores e sombras que as formam.

No momento que você consegue enxergar os contornos do mundo é porque você se desnvinculou dos símbolos, e já pode finalmente desenhá-los.

2 – Enxergar o papel não como uma folha plana, mas como uma caixa com profundidade.
O desenhista não olha para a folha branca antes de desenhar nela. Ele olha para DENTRO dela. Quando você faz amizade com o papel e o lápis, você passa a enxergar o que quer colocar “lá dentro”. Daí é quase que um processo de passar por cima do que está lá.

Parece loucura, mas é muito simples. Nem precisa forçar muito a criatividade. É só colocar na cabeça que o papel é uma caixa que tudo vem naturalmente. ;)

3 – Treinar.
Depois que você já enxerga o mundo por seus contornos e já consegue enxergar suas formas dentro de uma folha vazia, o TREINO vai fazer com que o contorno do lápis ao redor das suas formas torne-se mais belo. Para isso não tem macete nenhum: quanto mais se desenha, mais se descobre o que se gosta mais de desenhar, e melhor se fica nisso. Com treino você descobre que seu estilo preferido é, por exemplo,  o sombreado a lápis, e desenhando muito (por diversão mesmo), acaba melhorando essa técnica.

E é aí que nasce o bom desenhista.

Repare que nenhuma das opções acima descritas envolvem “dom”. Aliás, taquepariu, viu? ODEIO quando falam de dom. Ninguém nasce sabendo! Ninguém nasceu pra ser alguma coisa! “Ah, mas tu tem o dom, eu só sei desenhar bonecos de palitinhos…” AFFE!

Considere isso minha humilde e pessoal opinião sobre o assunto. E pro inferno com a sua tia que diz que tem que nascer com dom. ;)

Guia de criação de personagens (a.k.a. note to self)

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Esse texto é muito mais um note to self (“nota mental” – apesar de que eu nunca achei que essa tradução tivesse o mesmo significado que a expressão em gringolês) do que um guia em si. Tenho meus planos de voltar a fazer quadrinhos (um dia), e pretendo fazer o trabalho muito bem embasado quando isso acontecer. ;)

Ando numa fase de muita leitura fictícia (e bota muita nisso!), e começo a assimilar alguns pontos interessantes sobre o assunto. Daí esse texto meio que foi nascendo naturalmente. Admito que o escrevi todo de uma vez só, com poucas revisões. ;)

Fica como dica para quem se interessa em escrever/desenhar/criar personagens que envolvam o leitor/audiência. São todas opiniões bem minhas, sem nenhum fundo mais intenso de pesquisa. Tentem levar “de boa” sem muitas cobranças. :D

1 – Comum
A era dos super herois, de corpos perfeitos, olhos azuis e gramática impecável passou. Se você não esteve em Marte nos últimos anos deve ter ouvido falar de Harry Potter, um bruxinho baixinho, moreno, de óculos, como muitos meninos que passam pela rua e não chamam atenção.

Ser “comum” torna um personagem fictício mais real. Se ele tem olhos castanhos como a maioria tem, se ele tem os lábios finos, se sua pele é um pouco pálida, se anda um pouco curvado para frente… isso o torna facilmente identificável com os leitores.

E com isso, mas amável.

É sempre bom considerar que se o leitor está lendo um conto de ficção, ele provavelmente que fugir um pouco da realidade, e se projetar em um outro personagem com o qual ele se identifique acaba sendo natural.

2 – Defeitos
Ninguém é perfeito, ora bolas. Mas é sempre bom considerar que, se você quer que o seu leitor se identifique com seu personagem, ele tem que ser real – e como qualquer pessoa real, tem que ter defeitos.

Defeitos físicos – uma cicatriz, um nariz meio torto, um cabelo que não se arruma sozinho. Defeitos de personalidade – ser muito teimoso, muito ciumento, muito carrancudo, muito quieto.

Pode parecer bobagem, mas as vezes um personagem com alguma obsessão (muito vingativo, por exemplo) acaba conquistando mais os leitores do que o mocinho que quer justiça. Assista V de Vingança. Um pouco de raiva e arrependimento dão profundidade a um personagem como poucos.

3 – Qualidades
Todo lado ruim tem um lado bom. Sejamos Pollyanna por um momento e consideremos que se o personagem é muito vingativo, é porque ele ama demais. Se é muito quieto, talvez seja bastante inteligente. Se não é muito bonito, provavelmente aprendeu a enxergar a beleza interior das pessoas (ou não, isso seria um ótimo plot de um bom vilão).

Repare que eu cito as qualidades depois dos defeitos. Na verdade, o leitor vai se identificar muito mais com os defeitos do personagem, mas são as qualidades que vão arrematar seu coração. O personagem pode ser destrambelhado, fraco, não muito bonito, mas é corajoso e sincero. Dá vontade de pegar no colo e levar pra casa!

4 – Intensidade
Um pouco ciumento, um pouco destrambelhado, um pouco azarado, um pouco amável, isso todos nós somos. Mas o que faz do seu personagem um personagem que seja especial?

Em alguma de suas características, deve existir uma certa intensidade.

Bella Swan (na série de livros Crepúsculo) é normal, mas tem uma capacidade absurda de se meter em problemas e enfrentá-los com bravura. Hermione (da série Harry Potter) não é descendente de bruxo, tinha tudo para ser normal, mas é tão obsessiva com perfeição que se tornou uma grande bruxa.

Muitas vezes, o leitor não é uma pessoa extremamente intensa em alguma característica como os personagens, mas se identifica porque no fundo no fundo, queria ser. Daí é na intensidade que o personagem conquista de vez – e o que torna ele único.

Boas criações. ;)

Kaneda e sua moto, de AKIRA

Falta de respeito por todos os lados.

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Eu amo Akira.

Em 2007, o filme Akira de Katsuhiro Otomo fez 20 anos. Saiu DVD especial comemorativo com extras, com versão widscreen, audio decente, remasterizado, aquela coisa toda. Lembro que quando saiu eu estava saltitante, doida por um desses, mas fui deixando pra depois, pra depois…. e não comprei.

Kaneda e sua moto, de AKIRA

Kaneda e sua moto, de AKIRA

Daí hoje na locadora estava ele lá, olhando pramim, sorridente, na prateleira de animes (sim, chiquérrimo, uma locadora que foi esperta o bastante para separar os animes dos desenhos animados infantis).

Peguei. Woo-hoo, vamos ver Akira pela enésima vez!

Daí trailer sobre como a pirataria de dvds sustenta o crime. Eu acho o fim esses trailers nos DVDs, pois você, que pagou legitimamente pela locação não pode passar o maldito pra frente, tem que ficar ouvindo ele te chamar de ladrão sem poder fazer nada.

Daí outro.

E outro.

No quarto eu já estava levantando pra desligar o DVD e não assistir mais a porcaria do filme. Mas foi o último.

Vi o filme, beleza, mas convenhamos, QUATRO comerciais me chamando de ladra de filmes depois eu já não tinha mais a menor inspiração de assistir o clássico dos clássicos.

Que puta falta de respeito!

Não que eu esteja defendendo a galera que copia e vende DVDs (muito menos as que compram, todos que eu conheço que fazem isso eu xingo), mas dá vontade de ver só dvd pirata, que pelo menos a galera apaga esse capítulo com os comerciais sobre pirataria e a gente nao é obrigado a ver aquela bobajada toda.

Daí falta de respeito gera mais falta de respeito. Os abobados que ficam copiando DVDs com um lucrinho ridículo, se achando super espertos; os mais abobados ainda que compram o DVD achando que estão fazendo economia (e depois NUNCA MAIS assistem o filme denovo, deixam lá rolando no armário); e os ultra-mega-abobados que ficam fazendo comerciais ameaçadores que só as pessoas que PAGAM pelos DVDs assistem, obrigadas, antes do seu filminho.

A tecnologia existe. Se as locadoras e os cinemas não se derem conta disso e nao baixarem os preços de locações e ingressos, os DVDs vão acabar no mesmo limbo dos CDs que ninguém mais compra.

E quando isso acontecer, DEAL WITH IT, mas me deixem assistir meu filme de bom humor, ok?

(post desabafo. Pqvamos combinar: ninguém merece.)

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