• Falando sobre Aleatoriedades, Ilustração... Em 27 de outubro de 2009, 19:00.

    Nas minhas leituras sobre desenho e com uma pitadinha de avaliação pessoal, cheguei a uma conclusão sobre o que faz de uma pessoa um bom desenhista.

    Para ser um bom desenhista, a pessoa precisa de três pontos principais:

    1 – Enxergar o mundo com olhos de desenhista.
    Bonito isso né? O que eu quero dizer não é que o desenhista é louco das idéias, vive chapado e vê o mundo diferente. Acontece que quando alguém olha para o rsoto de uma pessoa, ela vê olhos, nariz, boca e cabelo. O Desenhista não. Ele vê contornos arredondados que se contrastam entre tons escuros e claros, texturas e linhas.

    Percebe a diferença? O desenhista estuda a vida toda para aprender que não deve enxergar as COISAS, e sim as cores e sombras que as formam.

    No momento que você consegue enxergar os contornos do mundo é porque você se desnvinculou dos símbolos, e já pode finalmente desenhá-los.

    2 – Enxergar o papel não como uma folha plana, mas como uma caixa com profundidade.
    O desenhista não olha para a folha branca antes de desenhar nela. Ele olha para DENTRO dela. Quando você faz amizade com o papel e o lápis, você passa a enxergar o que quer colocar “lá dentro”. Daí é quase que um processo de passar por cima do que está lá.

    Parece loucura, mas é muito simples. Nem precisa forçar muito a criatividade. É só colocar na cabeça que o papel é uma caixa que tudo vem naturalmente. ;)

    3 – Treinar.
    Depois que você já enxerga o mundo por seus contornos e já consegue enxergar suas formas dentro de uma folha vazia, o TREINO vai fazer com que o contorno do lápis ao redor das suas formas torne-se mais belo. Para isso não tem macete nenhum: quanto mais se desenha, mais se descobre o que se gosta mais de desenhar, e melhor se fica nisso. Com treino você descobre que seu estilo preferido é, por exemplo,  o sombreado a lápis, e desenhando muito (por diversão mesmo), acaba melhorando essa técnica.

    E é aí que nasce o bom desenhista.

    Repare que nenhuma das opções acima descritas envolvem “dom”. Aliás, taquepariu, viu? ODEIO quando falam de dom. Ninguém nasce sabendo! Ninguém nasceu pra ser alguma coisa! “Ah, mas tu tem o dom, eu só sei desenhar bonecos de palitinhos…” AFFE!

    Considere isso minha humilde e pessoal opinião sobre o assunto. E pro inferno com a sua tia que diz que tem que nascer com dom. ;)

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  • Falando sobre Aleatoriedades... Em 11 de maio de 2009, 11:48.

    Esse texto é muito mais um note to self (“nota mental” – apesar de que eu nunca achei que essa tradução tivesse o mesmo significado que a expressão em gringolês) do que um guia em si. Tenho meus planos de voltar a fazer quadrinhos (um dia), e pretendo fazer o trabalho muito bem embasado quando isso acontecer. ;)

    Ando numa fase de muita leitura fictícia (e bota muita nisso!), e começo a assimilar alguns pontos interessantes sobre o assunto. Daí esse texto meio que foi nascendo naturalmente. Admito que o escrevi todo de uma vez só, com poucas revisões. ;)

    Fica como dica para quem se interessa em escrever/desenhar/criar personagens que envolvam o leitor/audiência. São todas opiniões bem minhas, sem nenhum fundo mais intenso de pesquisa. Tentem levar “de boa” sem muitas cobranças. :D

    1 – Comum
    A era dos super herois, de corpos perfeitos, olhos azuis e gramática impecável passou. Se você não esteve em Marte nos últimos anos deve ter ouvido falar de Harry Potter, um bruxinho baixinho, moreno, de óculos, como muitos meninos que passam pela rua e não chamam atenção.

    Ser “comum” torna um personagem fictício mais real. Se ele tem olhos castanhos como a maioria tem, se ele tem os lábios finos, se sua pele é um pouco pálida, se anda um pouco curvado para frente… isso o torna facilmente identificável com os leitores.

    E com isso, mas amável.

    É sempre bom considerar que se o leitor está lendo um conto de ficção, ele provavelmente que fugir um pouco da realidade, e se projetar em um outro personagem com o qual ele se identifique acaba sendo natural.

    2 – Defeitos
    Ninguém é perfeito, ora bolas. Mas é sempre bom considerar que, se você quer que o seu leitor se identifique com seu personagem, ele tem que ser real – e como qualquer pessoa real, tem que ter defeitos.

    Defeitos físicos – uma cicatriz, um nariz meio torto, um cabelo que não se arruma sozinho. Defeitos de personalidade – ser muito teimoso, muito ciumento, muito carrancudo, muito quieto.

    Pode parecer bobagem, mas as vezes um personagem com alguma obsessão (muito vingativo, por exemplo) acaba conquistando mais os leitores do que o mocinho que quer justiça. Assista V de Vingança. Um pouco de raiva e arrependimento dão profundidade a um personagem como poucos.

    3 – Qualidades
    Todo lado ruim tem um lado bom. Sejamos Pollyanna por um momento e consideremos que se o personagem é muito vingativo, é porque ele ama demais. Se é muito quieto, talvez seja bastante inteligente. Se não é muito bonito, provavelmente aprendeu a enxergar a beleza interior das pessoas (ou não, isso seria um ótimo plot de um bom vilão).

    Repare que eu cito as qualidades depois dos defeitos. Na verdade, o leitor vai se identificar muito mais com os defeitos do personagem, mas são as qualidades que vão arrematar seu coração. O personagem pode ser destrambelhado, fraco, não muito bonito, mas é corajoso e sincero. Dá vontade de pegar no colo e levar pra casa!

    4 – Intensidade
    Um pouco ciumento, um pouco destrambelhado, um pouco azarado, um pouco amável, isso todos nós somos. Mas o que faz do seu personagem um personagem que seja especial?

    Em alguma de suas características, deve existir uma certa intensidade.

    Bella Swan (na série de livros Crepúsculo) é normal, mas tem uma capacidade absurda de se meter em problemas e enfrentá-los com bravura. Hermione (da série Harry Potter) não é descendente de bruxo, tinha tudo para ser normal, mas é tão obsessiva com perfeição que se tornou uma grande bruxa.

    Muitas vezes, o leitor não é uma pessoa extremamente intensa em alguma característica como os personagens, mas se identifica porque no fundo no fundo, queria ser. Daí é na intensidade que o personagem conquista de vez – e o que torna ele único.

    Boas criações. ;)

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  • Falando sobre Aleatoriedades... Em 18 de abril de 2009, 21:35.

    Eu amo Akira.

    Em 2007, o filme Akira de Katsuhiro Otomo fez 20 anos. Saiu DVD especial comemorativo com extras, com versão widscreen, audio decente, remasterizado, aquela coisa toda. Lembro que quando saiu eu estava saltitante, doida por um desses, mas fui deixando pra depois, pra depois…. e não comprei.

    Kaneda e sua moto, de AKIRA

    Kaneda e sua moto, de AKIRA

    Daí hoje na locadora estava ele lá, olhando pramim, sorridente, na prateleira de animes (sim, chiquérrimo, uma locadora que foi esperta o bastante para separar os animes dos desenhos animados infantis).

    Peguei. Woo-hoo, vamos ver Akira pela enésima vez!

    Daí trailer sobre como a pirataria de dvds sustenta o crime. Eu acho o fim esses trailers nos DVDs, pois você, que pagou legitimamente pela locação não pode passar o maldito pra frente, tem que ficar ouvindo ele te chamar de ladrão sem poder fazer nada.

    Daí outro.

    E outro.

    No quarto eu já estava levantando pra desligar o DVD e não assistir mais a porcaria do filme. Mas foi o último.

    Vi o filme, beleza, mas convenhamos, QUATRO comerciais me chamando de ladra de filmes depois eu já não tinha mais a menor inspiração de assistir o clássico dos clássicos.

    Que puta falta de respeito!

    Não que eu esteja defendendo a galera que copia e vende DVDs (muito menos as que compram, todos que eu conheço que fazem isso eu xingo), mas dá vontade de ver só dvd pirata, que pelo menos a galera apaga esse capítulo com os comerciais sobre pirataria e a gente nao é obrigado a ver aquela bobajada toda.

    Daí falta de respeito gera mais falta de respeito. Os abobados que ficam copiando DVDs com um lucrinho ridículo, se achando super espertos; os mais abobados ainda que compram o DVD achando que estão fazendo economia (e depois NUNCA MAIS assistem o filme denovo, deixam lá rolando no armário); e os ultra-mega-abobados que ficam fazendo comerciais ameaçadores que só as pessoas que PAGAM pelos DVDs assistem, obrigadas, antes do seu filminho.

    A tecnologia existe. Se as locadoras e os cinemas não se derem conta disso e nao baixarem os preços de locações e ingressos, os DVDs vão acabar no mesmo limbo dos CDs que ninguém mais compra.

    E quando isso acontecer, DEAL WITH IT, mas me deixem assistir meu filme de bom humor, ok?

    (post desabafo. Pqvamos combinar: ninguém merece.)

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  • Falando sobre Aleatoriedades... Em 5 de dezembro de 2008, 18:44.

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  • Falando sobre Aleatoriedades, Moda... Em 17 de outubro de 2008, 23:39.
    DVD "The Nightmare Before Christmas". Copiei da Amazon.

    Capa do DVD

    Antes de mais nada: Eu não sou emo!!!

    Dito isso, queria dizer que um dos meus filmes preferidos de todos os tempos é, sem dúvida, O Estranho Mundo de Jack (“The Nightmare before Christmas”, 1993). Para você que chegou ontem de marte, é uma animação stop motion do Tim Burton sobre Natal e Halloween. A melhor dele, na minha opinião (mesmo eu tendo achado A “Noiva cadáver” bem legal também).

    Gótico ao extremo, o Estranho mundo de Jack definiu tudo o que se vê hoje em dia na nova cultura emo-gótica, com seu clima sombrio, divertido, curvilíneo e com um visual riquíssimo em detalhes. Com uma animação assustadoramente bem feita, contando com travellings de camera enquanto os bonecos se movem e iluminação dramática, o stop motion nunca mais foi o mesmo.

    E o filme é tão bom, mas tão bom… que está de volta! Não importa que ele já tenha seus 15 aninhos, a coisa mais normal do mundo hoje em dia é ver meninas de 15 anos usando bolsas com a cara do Jack estampada! (Digo isso porque a vontade de escrever esse post nasceu ontem enquanto eu almoçava no Mc Donalds e uma menina com uma bolsa LINDA do Jack apareceu. Ela não devia ter mais de 15 anos…) E não somente bolsas… vestidos, acessórios, até chinelinhos e, por que não, tatuagens!

    Por mais que o filme seja maravilhoso, não é só por isso que ele está de volta. Acho que um dos grandes motivadores para essa nova onde de fãs do Jack Skellington foi o Blink182, que lançou em 2003 a música “I Miss you“. Com um clip todo sombrio (bem no clima do filme) a música canta trechos como “We can be like Jack and Sally if you want to…” (“Nós podemos ser como Jack e Sally se você quiser…”).

    Mas veja bem… não querendo criticar – mas já criticando – acho muito triste essa nova onda do filme de pessoas usando as imagens, achando os bonequinhos lindos… e saber que boa parte deles nem deve ter visto o filme. Ou pelo menos não deve ter entendido.

    Acima de tudo, O Estranho Mundo de Jack é um filme sobre amor! Não sobre Halloween, não sobre Natal, não sobre bicho-papão. Sobre amor.

    “Oh, somewhere deep inside of these bones
    An emptiness began to grow
    There’s something out there, far from my home
    A longing that I’ve never known”

    (“Oh, em algum lugar dentro desses ossos
    um vaziu começa a crescer
    Tem alguma coisa lá fora, longe do meu lar
    uma saudade de algo que eu nunca conheci”)

    Nas músicas do Danny Elfman (ex-Oingo Boingo, autor das melhores trilhas do cinema, entre elas a abertura dos Simpsons e a Fantástica Fábrica de Chocolates do Tim Burton tb) Jack canta suas tristezas e sua falta de algo que não conhece, enquanto Sally se pergunta se ela é a pessoa certa. Jack quer preencher esse buraco entre seus ossos… é tudo tão poético, é tudo tão doce…

    Gente, ASSISTAM O FILME antes de comprar a bolsa e o chaveiro. Halloween é uma festa sobre a morte, mas O Estranho mundo de Jack é um filme sobre amor!

    E repetindo: eu não sou emo.

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  • Falando sobre Aleatoriedades, Animação, Publicidade... Em 5 de setembro de 2008, 12:06.

    Eu li no começo do ano o Livro “Sem Logo” para a disciplina de Teoria da Comunicação II, que fala sobre a tirania das super-marcas no mundo globalizado. Apesar dessa introdução paracer uma fração do Fabuloso gerador de Lero-lero, o livro é um must read para estudantes de publicidade que acham que publicidade é glamour e estatuetas. ;)

    No livro a autora cita e conta a história de várias super-marcas tiranas que usam de todo o seu poder para “dominar o mundo”. Nike, Wall-mart, Starbucks, Adidas, Mc Donalds estão lá. E entre elas está tb a Disney.

    A Disney tem um poder absurdo de dissiminação cultural, transformando seus longas em produtos para a criançada, com bichos de pelúcia do Nome, livros educativos da Pocahontas, papelaria das princesas, etc. A gente pode não perceber, mas já ouvi falar que as orelhas do Mickey eram o segundo símbolo mais reconhecido do mundo (perdendo somente para a cruz da Igreja católica!).

    Daí nesse ritmo de “vamos consumir!” a Disney lança isso:

    “How to hook up Your Home Theater” é mais um episódio daquela famosa série do Pateta onde um narrador ia explicando determinada situação e o famoso personagem ia executando, com todas as trapalhadas que tem direito (inclusive o famoso grito ao se deparar com uma grande queda).

    Esse curta marcou a volta dos curtas de animação em 2D da Disney para serem exibidos antes de longas no cinema.

    Marketing é tudo nessa vida, hein?

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  • Falando sobre Aleatoriedades, Ilustração... Em 28 de setembro de 2007, 20:57.

    HehehehehDeixei muitos amigos fofíssimos em Porto Alegre quando me mudei prá cá pra Blumenau há quase 5 anos. Perdi contato com muitos, mas alguns ainda mantenho algum contato eventual, principalmente pelo messenger e por e-mail. Orkut não pq acho o orkut um porre. É uma grande comunidade de pessoas que não sabem fazer site e precisam do orkut pra “se sentirem online”. Tô feliz com o meu Blog aqui que é muito mais eu que qualquer perfil.

    Mas deixando minha birra com o orkut de lado, um graaaaande amigo meu de Porto Alegre está montando uma banda que deve começar atividades… amanhã! E eu fico toda feliz de saber disso pq fora o fato do Dids ser o alemãozinho mais doido e criativo que eu conheço, o logotipo da banda deles é baseado em um desenho meu! XD

    Para os gaúchos, acessem o blog da banda e fiquem por dentro de muito róquenroll.

    É issaê. Até a próxima. :)

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  • Falando sobre Aleatoriedades, Ilustração... Em 18 de abril de 2007, 13:45.

    Segundo o VoxAlarmes, hoje é dia do amigo. :)

    Abrace o seu!!

    E aqui vai uma imagem arte-finalizada no Illustrator em cima de uns rabiscos feitos em uma palestra chata. :)

    Feliz dia do Amigo, galera!

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